segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Às beiras

Broxas-Mulas.. eles estão atrapalhando um pouco meu processo criativo. Processo criativo? Isso. Aquilo que sempre me vem e anoto uma coisinha ou outra, os artistas fazem questão de anotar tudo pra uma hora acertar.. não ficar expondo caderninhos estúpidos de textos e fotos... são sangrias que devem ser guardadas.. são rasgos da alma que são necessários para atravessar isto que chamo de Quase-Nada. Falta pouco pra chegar, mas ainda falta pular tempos verticais pra chegar ali mais pra perto da borda.. acho que aqueles que falam do fundo falam só do seu. Fundo cada um tem o seu. Eu gosto do meu fundo, ele é coberto de luz dura que recorta, me assenta a figura daqueles que aqui habitam. Serpentes, frutos, terra, aves... espiam, me olham, eu retribuo com um olhar escuro e rustico. Por que faço isso? olho com aspereza afim de encontrar razão.. ou tentar entender.. Falo pouco dos meus sentidos, das minha percepções.. Passo ao Outro a minha responsabilidade de concluir a minha face e meus afazeres, lanço desafios dentro deste próprio vento que ronda as minhas fraquezas e me revigora, como o Sol que já abre iluminando o fundo. EU SEI QUEM SOU À LUZ DO SOL. EU SEI QUEM ESTOU À NOITE, o que não posso entender é em que momento estou piamente no presente? junto...Da outra janela posso ver o Sol, e isso é o que importa agora... não há barulho, nem cachorros latindo, só velas acesas e o Sol. Queria poder ver mais frequentemente ele do que antes, sinto falta do calor. São tudo neuroses! cantigas pra carentes dormir.. não há chance de prescrever que tipo de homem possa se comportar deste jeito como um adolescente doente por meteção e chupar paus pra cima e pra baixo... ELE era assim, ele fudeu seu preciosos momentos de paixão e sinceridade dando palhas e atirando palhas em doentes sexuais..Era. Agora sinto falta um pouco do que era, da liberdade de ser muitos, vários, mas ainda assim todos estes procurando uma mesma semilha, sobrevoando anos, séculos.. atrás de um pouco de conforto de saber que alguém pode entender, desesperadamente inquieto e epilético.... Que faz EU parar? O Amor, disse-me o Outro, não só de ventos vive as paixões, não só cova enterra as areias do esquecimento.. nada circunda isso tudo que vejo se não fosse pelo Amor. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário