quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Do Nada
Não sei se me lembro muito bem da última vez que me sentei pra pensar no que estava acontecendo ao meu redor. O paraíso nãos e começa do Nada, ainda mais o astral, que já não estava tão bom depois que o Sol ingressou em Libra, mas tudo bem estou bem e depois de tudo em companhia de Jorge. Meu fluxo pausou e eu estou sóbrio e ao mesmo tempo me sentindo mal por isso, é como angustia louca que desvai pelo seu corpo esquecido de tanto pensar, de tanto calar. Um uivo, um grito feroz sai de dentro deste lobo adormecido passando pra outro corpo, do negro com olhos castanhos pra um loiro alto de olhos amarelos. É dalí que eu saio do Nada. Toma o corpo e grita, desesperado a procura de abrigo. O sangue busca a veia e eu estou de novo comigo mesmo nesse fechado corpo que não parece ser meu e ao mesmo tempo late latejante. Sou este eu que busca apoio no Outro que Nada faz, que nada busca, mas ao Nada sabe que não fugirá, esteja certo disto até no sabor suculento e molhado do veneno da vingança, fria e morta. Volto a poltrona pra terminar o raciocínio e o quarto está quente e chove lá fora... Amanhã acordarei sozinho, segundo dia de dez. E as coisas andam acontecendo numa velocidade impressionante, acabou o tempo antigo, o tempo em que se podia parar pra entender e se orientar dos significados do Absurdo da vida. Ou posso estar enganado já que não ainda se pode provar a noção do tempo real.. nada o conta, ou prova, só porque está no relógio da sala, que aliás nem mais funciona.. não dá conta.. E o Outro que dorme ali quietinho no canto do quarto e Jorge na poltrona com uma maçã. Água. Parou um pouco. Agora o que terei de me concentrar nos próximos dias e tempos rápidos é o meu tema de causa sui, que sempre pra decidir estes o Eu sempre se iguala a gêmeas respostas, difíceis de decifrar. Do Nada, buscar o Nada...
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