Eutro
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
FENG SHUI
Este cara talvez conheça bem o seu quarto, não é mesmo? Ter dado aquela bunda branca pra vc seu merda, deve ter sido isso que ele queria dizer nas quelas palavras escritas melancólicas.. ou melhor a resposta: Claro que dei, só falo por entrelinhas, não já disse isso? É acho melhor varrer estas peças deste quarto tão ilusório e usado pelo tempo. Queria poder abrir mão das coisas facilmente, mas não é possível quando se penetra fundo no calor e seca terra que sucumbe tudo! Ah que saco destas palavras que só falam de si próprio! Visionários não tem só ansiedade, mas uma angústia primária de se reaver no tempo que nunca entenderá. Mortos os sentimentos não deixam rastros, um perigo. EU não posso viajar se estiver carregando muita coisa, preciso deixar pra trás cada pedaço do meu EU, e deixar o Outro ou se tornar parte de mim ou deixar ir. Nenhum dos dois está funcionando bem.. Queria deixar sem sofrer ou ficar sem sofrer, mas não posso ser o outro agora, eu não sei o que é o Outro, só quem é.. e o medo se instala, o medo da vida, o medo da morte, ultrapassada pela minha geração, garotos psicóticos e pouco lúcidos.. São seus próprios deuses, enquanto o EU está em um trígono que não pode sair. Fazer do corpo um lugar livre é aceitar, se quiser, que o Outro se instale em outros, que não me fazem mais questão depois disto.. se torna parte de outros e o EU, machucado peles medos da entrelinhas e da vida, passar a fazer parte,e transborda...
domingo, 10 de novembro de 2013
Pausa para o contorno do Óbvio
É o medo de estar louco que me afasta da vida, o rela medo que não deixa a gente nem ir pra frente em pra trás, alado aos olhos se distancia a cada passo guiado pelo coração, abrindo caminhos de abismos sem freios.. assim é o movimento, meu pré-movimento pra aquilo que irá se tornar abundante e líquido.. mover-se às beiras escuras do sentimento que vai se perdendo sem rastros.. nenhum rastro.. como isso pode acontecer? Como o tédio e a desconfiança beira a loucura.. Medo da Vida, medo do movimento eminente dos ventos, aos céus, e usar de heróis de Outros pra falar de si, de ganhar sempre.. e a verdade não pode ser dita, não se não for pra fincar os temores a face de cada vida, e desacreditar na volta, aos entornos.. Só o Nada me surpreende, ou sou eu que busco significado pra Nada? Ou pra qualquer outro.. O horror de descobrir a ilusão que se pode viver, e mesmo pro pessimista, o urro uivado ainda sacia pouco o meu limite, até ali nas torres que nunca chego. De lá pra lá não sei se me ouviram, se ouviram aí sim meu grito rouco será válido e eu poderei seguir pra além do portão, mudando-me de quarto, levar minha malas pra minha origem.
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Às beiras
Broxas-Mulas.. eles estão atrapalhando um pouco meu processo criativo. Processo criativo? Isso. Aquilo que sempre me vem e anoto uma coisinha ou outra, os artistas fazem questão de anotar tudo pra uma hora acertar.. não ficar expondo caderninhos estúpidos de textos e fotos... são sangrias que devem ser guardadas.. são rasgos da alma que são necessários para atravessar isto que chamo de Quase-Nada. Falta pouco pra chegar, mas ainda falta pular tempos verticais pra chegar ali mais pra perto da borda.. acho que aqueles que falam do fundo falam só do seu. Fundo cada um tem o seu. Eu gosto do meu fundo, ele é coberto de luz dura que recorta, me assenta a figura daqueles que aqui habitam. Serpentes, frutos, terra, aves... espiam, me olham, eu retribuo com um olhar escuro e rustico. Por que faço isso? olho com aspereza afim de encontrar razão.. ou tentar entender.. Falo pouco dos meus sentidos, das minha percepções.. Passo ao Outro a minha responsabilidade de concluir a minha face e meus afazeres, lanço desafios dentro deste próprio vento que ronda as minhas fraquezas e me revigora, como o Sol que já abre iluminando o fundo. EU SEI QUEM SOU À LUZ DO SOL. EU SEI QUEM ESTOU À NOITE, o que não posso entender é em que momento estou piamente no presente? junto...Da outra janela posso ver o Sol, e isso é o que importa agora... não há barulho, nem cachorros latindo, só velas acesas e o Sol. Queria poder ver mais frequentemente ele do que antes, sinto falta do calor. São tudo neuroses! cantigas pra carentes dormir.. não há chance de prescrever que tipo de homem possa se comportar deste jeito como um adolescente doente por meteção e chupar paus pra cima e pra baixo... ELE era assim, ele fudeu seu preciosos momentos de paixão e sinceridade dando palhas e atirando palhas em doentes sexuais..Era. Agora sinto falta um pouco do que era, da liberdade de ser muitos, vários, mas ainda assim todos estes procurando uma mesma semilha, sobrevoando anos, séculos.. atrás de um pouco de conforto de saber que alguém pode entender, desesperadamente inquieto e epilético.... Que faz EU parar? O Amor, disse-me o Outro, não só de ventos vive as paixões, não só cova enterra as areias do esquecimento.. nada circunda isso tudo que vejo se não fosse pelo Amor.
domingo, 27 de outubro de 2013
Prelúdio I
Não são só as teorias da psicanálise que explicam os sentimento a nós condenados a ter..Eu nunca falo, me prendi a mim mesmo desde muito tempo, há um rocha entre eu e o outro, trava. A coincidência de te-los, estes outros dentro de sigo, não facilita a saída, deseja a queda livre sem arramar a condições e pessimismos. EU tento te falar há muito tempo que eu não soube como conduzir meus passos, minhas desordens .. meu delírio. Acaba sendo tudo da mesma maneira o tempo inteiro, na muda tudo muda, é passagem subterrânea que não acaba, e você é minha luz, meu guia, que nunca está presente. Na escuridão ando por outros lados pra conter o caminho, na espera de você me levar pro restante. Sio do túnel sempre mais cedo do que o previsto, e nunca retomo o mesmo caminho, mas aguento forte o tranco, firmo meus passos ainda a procura do preenchimento deste vazio que sempre me escapa. E vai, e foi. Na foto não vejo muitas coisas mais, queria ver o maior daquilo que posso sentir, o mais imperial napoleônico jamais visto! mas me perco na decepção de ainda não conseguir chegar, e se chegarei, nesta fonte, desta água. Destas chamas. Queria que o Outro estivesse aqui, ou todos os Outros. Mas no entanto há só lodo e cinzas pelos cantos.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Do Nada
Não sei se me lembro muito bem da última vez que me sentei pra pensar no que estava acontecendo ao meu redor. O paraíso nãos e começa do Nada, ainda mais o astral, que já não estava tão bom depois que o Sol ingressou em Libra, mas tudo bem estou bem e depois de tudo em companhia de Jorge. Meu fluxo pausou e eu estou sóbrio e ao mesmo tempo me sentindo mal por isso, é como angustia louca que desvai pelo seu corpo esquecido de tanto pensar, de tanto calar. Um uivo, um grito feroz sai de dentro deste lobo adormecido passando pra outro corpo, do negro com olhos castanhos pra um loiro alto de olhos amarelos. É dalí que eu saio do Nada. Toma o corpo e grita, desesperado a procura de abrigo. O sangue busca a veia e eu estou de novo comigo mesmo nesse fechado corpo que não parece ser meu e ao mesmo tempo late latejante. Sou este eu que busca apoio no Outro que Nada faz, que nada busca, mas ao Nada sabe que não fugirá, esteja certo disto até no sabor suculento e molhado do veneno da vingança, fria e morta. Volto a poltrona pra terminar o raciocínio e o quarto está quente e chove lá fora... Amanhã acordarei sozinho, segundo dia de dez. E as coisas andam acontecendo numa velocidade impressionante, acabou o tempo antigo, o tempo em que se podia parar pra entender e se orientar dos significados do Absurdo da vida. Ou posso estar enganado já que não ainda se pode provar a noção do tempo real.. nada o conta, ou prova, só porque está no relógio da sala, que aliás nem mais funciona.. não dá conta.. E o Outro que dorme ali quietinho no canto do quarto e Jorge na poltrona com uma maçã. Água. Parou um pouco. Agora o que terei de me concentrar nos próximos dias e tempos rápidos é o meu tema de causa sui, que sempre pra decidir estes o Eu sempre se iguala a gêmeas respostas, difíceis de decifrar. Do Nada, buscar o Nada...
domingo, 1 de setembro de 2013
Presságio 23
Pai e mãe, que saudades.. tantas. Saudades daqueles tempos em que nada era tão sério assim e gente fazia questão de achar que fosse. De saber que às vezes de sábado tinha doce e bolo sem precisar pedir, das noites que ele chegava no jornal e antes do jantar e todo dia era o mesmo e aos finais de semana era a construção da nossa casa, tao linda e tão breve.. nunca achei que fosse ser eu o tão carente deste tempo nosso. Eu era outro tipo de acontecimento, era movimento. Mas parei, retomei, vi o tempo que passou, as marcas, as tristezas, os pesares, mas além e acima de tudo alegria de um novo tipo de sensação, mudada, forte, bonita. Um ato, um essência óbvia e pequena e minúscula para expressar aquilo que realmente e honestamente sinto. é pouco demais.. Pai não chegaremos nunca ao lugar de que me falou? quando chegaremos?...É tarde, os pensamentos não são os mesmos, é emoção... Gostaria que este setembro os 23 traga um tipo de conforto da repetição que vivo. Saudades mãe...
Reconhecendo a existência do outro.
Abandono. Está fora de tudo aquilo que se fixava, se retinha. Estava parado e o movimento não era de fácil desprezo ou esquecimento, tudo vinha comigo carregando pedaços e mais pedaços deste caráter. Na selva estou a frente da fera, escura e negra que se faz brilhos nos olhos amarelos. Era pura e faminta. Aqui se abre um abismo entre eu e a fera, estamos no mesmo vão mas de lados opostos. Vejo-me nela e nada posso fazer até então.. Quem é o Outro? Quem é a Outra? Quem são eles que vem e vão todos os dias sempre do mesmo jeito, sempre de jeitos diferentes.. que não param, não esperam.. não há tempo, não há. É a sombra que esconde o Sol, que me filtra daquele extrato físico intocável e letal por princípio. Dá forma apenas no não-luz e se sofre, se condena, se entristece tanto, tanto.. no future.. É fogo não aceitar os pequenos deslizes que a vida traz, nada perfeito, nada tão ao acaso assim.. aos fluxos, aos instintos! Ah eu queria estar servido desse Outro que não sei quem é, nem da escura que está lá no outro lado, mas não vejo.. tenho medo de escutar as mentiras e ter de concordar, por escolha, por não saber a quem recorrer, sozinho, perde-se no Outro e não encontrar significado, nenhum de nada. Nem mesmo do próprio desejo, que corre nas veias inexplicáveis e às vezes falível.
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